
Localizado na Avenida Paulista, 620, o edifício Nações Unidas foi projetado por Abelardo Riedy de Souza entre 1952 e 1953, com suas obras iniciadas em 1955 e finalizadas em 1959. Arquitetura da fase modernista, ficou conhecido como uma das primeiras edificações construídas respeitando o conceito de habitação proposta por Le Corbusier.

Antes deste edifício

No anúncio abaixo, dos elevadores Atlas, no período em que o edifício foi lançado, ele foi classificado como “moderníssimo, em situação privilegiada na tradicional Avenida Paulista, na capital bandeirante.”

A planta em L do edifício abriga 430 apartamentos, 25 lojas, garagem para 250 carros, galeria com 6 metros de largura, playground etc. 63.000 m2 de construção e muito espaços livres de uso comum.


O projeto e a construção mostravam um modelo arquitetônico sem exageros, consistente e com elementos industrializados como esquadrias e venezianas, típicos do carioca Abelardo Riedy de Souza e, claro que os pilotis muito utilizados à época apareciam no andar térreo.

A proposta do projeto era que o local servisse a muitas funções, como ser um edifício com comércio, prestação de serviços e ala residencial. O andar térreo foi planejado para o comércio, projetado para que parte das lojas tivessem a frente para a Av. Brigadeiro Luís Antônio e as demais para uma galeria interna que interliga a Av. Paulista com a Rua São Carlos do Pinhal.

Essa área é separada das residenciais por intermédio de um grande espaço que resultou em um terraço jardim, a partir dele, três blocos interligados concentram os escritórios e residências.

Conforme o Wikipedia, esse edifício também representa um marco para a Avenida Paulista, pois desde sua inauguração possuiu o signo de modernidade acompanhado das mudanças do período de industrialização de São Paulo reflexo estimulado da expansão urbana acelerada.
Os primeiros edifícios da avenida eram exclusivos para moradias mas ao longo do tempo foram construídos prédios de uso misto (residencial e comercial), outros com espaços para eventos, salão de festas e centro de convenções, como é o exemplo do Edifício Nações Unidas.
Ainda na maquete do conjunto, percebia-se que o edifício era destoante das construções que o cercavam, tanto em tamanho quanto em estilo. Foi pela sua estética e inovação que a maquete do edifício e seus projetos ficaram expostos por um mês a pedido de Pietro Maria Bardi na Galeria Prestes Maia, então sede do MASP.


Na galeria há um grande corredor que dá acesso tanto à Avenida Paulista quanto à Rua São Carlos do Pinhal. Sua arquitetura é formada por pilares verdes e uma estrutura de concreto em formas circulares no teto. Entre as lojas, ficam os elevadores privados que dão acesso aos apartamentos. A Galeria fica aberta de segunda a sexta, das 8h às 19h e aos sábados das 8h às 15h.
O poder de inovação que o edifício pôde transmitir garantiu seu destaque como fator histórico da modernização da cidade de São Paulo, pois além de tratar-se de uma construção moderna, a volumetria também é considerada uma de suas características marcantes.
Em 2004, o Conpresp iniciou o processo de tombamento do Edifício Nações Unidas. No entanto, o processo ainda está em andamento e não há estudos sobre ele.
Abelardo Riedy de Souza mostrou ter uma visão antecipada do que se tornaria a cidade, pois o prédio conta com dois subsolos de garagens, ou seja, seu projeto antevia a era do carro como principal transporte das famílias no final do século passado, sendo incomum para a época de sua construção.

Na imagem acima podemos ver o cruzamento da Avenida Paulista com a Brigadeiro Luis Antonio e, do lado esquerdo o prédio e, no direito, a escultura inspirada no romance de José de Alencar, o “Índio Ubirajara”. De 1925, a peça feita em bronze, pedestal e granito Idealizada por Francisco Leopoldo e Silva, foi transferida em 1970 para a Praça Ubirajara, no Belém.
Atualmente, o Edifício Nações Unidas abriga diversas associações e pequenos negócios, nas suas lojas do pavimento térreo e andares do prédio como o CROSP- Conselho Regional de Odontologia de São Paulo; a agência Brigadeiro Viagens e Turismo; o salão Marinas Cabeleireiras entre tantos outros.

Na frente do edifício encontra-se um belo painel de Clovis Graciano, intitulado Alabarda, que foi entregue em 1959 na inauguração do prédio. Muralista reconhecido, Graciano é autor do o mural Armistício de Iperoig, na FAAP (1962); do painel Operário, na Avenida Moreira Guimarães (1979), murais na Avenida Paulista e no edifício do Diário Popular, entre outros. Atualmente, para evitar vandalismo o painel foi envidraçado.

A cada post da Série da Avenida Paulista novas histórias, novos aprendizados, novas informações sobre a cultura, a arquitetura e a vida social de nossa cidade… Curiosidades que fazem ser essa diversidade que nos representa nesta que a mais paulista das avenidas.
Para finalizar uma galeria de imagens do edifício de fotógrafos citados acima.












Contribua com a Série Avenida Paulista: se tiver uma foto antiga em que este casarão/edifício/local público apareça ou se conhecer alguém que possa fornecer mais informações sobre a residência ou edifício e pessoas relacionadas (família, amigos e outros), entre em contato com a gente. Muito obrigada!
7 thoughts on “O icônico Edifício Nações Unidas na Avenida Paulista”
Pingback: Pinotti Gamba e seu casarão na Paulista | Série Avenida Paulista
blkpodsbr
Excelente matéria!! Amo minha cidade!!
CurtirCurtido por 1 pessoa
Luciana Cotrim
Muito obrigada pelo comentário!
CurtirCurtir
Karina Rodrigues
Muito boa reportagem trabalho na marinas cabeleireira muito bom aprender sobre onde trabalho
CurtirCurtido por 1 pessoa
Rodney Bezerra
Parabéns pelo trabalho, Luciana. Muito bom!
CurtirCurtido por 1 pessoa
Luciana Cotrim
Muito obrigada, Rodney.
CurtirCurtido por 1 pessoa
Rodney Bezerra
Excelente matéria! Muito bom trabalho, Luciana.
Obrigado
CurtirCurtido por 1 pessoa