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  • Edifício Anchieta: o primeiro da Avenida Paulista

    Posted at 01:04 by Luciana Cotrim, on maio 19, 2019

    Em 1941, no atual número 2584 da Avenida Paulista surgiu o Edifício Anchieta, com projeto arquitetônico do escritório carioca MMM Roberto, dos irmãos Marcelo Roberto e Milton Roberto. Anteriormente, lá ficava a casa de Antonio Pereira Ignacio.


    Antes deste edifício

    O casarão número 7 de Antonio Pereira Ignácio

    O site da Prefeitura de São Paulo escreve sobre o prédio:

    “Construído em 1941, com amplo jardim frontal, o Edifício Anchieta atendia a um novo conceito de moradia, verticalizada, que começava a se tornar comum nas áreas centrais da cidade. Projetado segundo os preceitos de funcionalidade e racionalidade da arquitetura moderna, o edifício possui apartamentos simples e duplex, assim como a construção sobre pilotis e pastilhas coloridas”.

    Foto: Pedro Kok

    O edifício que fica entre a Rua da Consolação e a Avenida Angélica, a dois quarteirões finais da Avenida Paulista. Disse a Revista Veja “aquele pedaço abriga um dos principais ícones modernistas paulistanos: o Edifício Anchieta”.

    “Com uma beleza arquitetônica que retrata o estilo moderno, o prédio é um ícone da arquitetura na cidade e representa um importante legado do escritório dos irmãos Roberto.

    A revista explica que eles “entraram para a história da arquitetura brasileira por terem sido pioneiros na utilização do brise-soleil, creditado ao arquiteto franco-suíço Le Courbusier (1887-1965). O brise é composto por lâminas colocadas na fachada com o intuito de quebrar a iluminação direta do sol”.

    Foto: Pedro Kok

    De autoria de Ana Carolina de Oliveira Modinger, o belo trabalho de conclusão de curso da Faculdade de Arquitetura da USP, conta a história do Edifício Anchieta. Pinçamos alguns trechos com um breve histórico e algumas fotos do prédio.

    Foto: Pedro Kok

    “O Edifício Anchieta, idealização e obra do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários (IAPI), teve o projeto encomendado aos arquitetos do escritório carioca até então MM Roberto em 1941 e foi proposto inicialmente como habitação de aluguel para os funcionários da Indústria, porém, aparentemente, acabou servindo de habitação de aluguel para o alto escalão do IAPI”.

    Fotos da construção do edifício. Acervo do Núcleo de Pesquisa e Documentação – FAU/UFRJ

    “Quando da extinção do IAPI em 1963, por decreto do presidente Jânio Quadros, a administração do edifício passou a ser responsabilidade do INSS (…), que vendeu os apartamentos (…)

    Originalmente, o edifício contava com um jardim voltado para a Avenida Paulista, mas com o projeto de alargamento da Avenida Paulista em 20 metros, (..) teve sua área reduzida praticamente à projeção do prédio graças às desapropriações realizadas para execução do projeto no início da década de 1970.  (…)

    A chegada do metrô à Consolação ocorre no início da década de 1990, o que aumenta o fluxo de pedestres, mas não reafirma a clientela do Bar Riviera que começa, a partir daí sua decadência, porém o fechamento definitivo se dá somente em 2006, depois de quase 10 anos sem pagar aluguel ao INSS, ainda dono do espaço.

    Recentemente, o Edifício Anchieta foi cenário do filme Quanto dura o Amor? (2009), direção de Roberto Moreira. Filme que narra a história de três personagens que residem no Anchieta, no qual há diversas tomadas mostrando as fachadas, os espaços comuns do edifício e ainda algumas cenas internas aos apartamentos.

    Área das três sobrelojas. Parede curva de tijolos de vidro voltada para Rua da Consolação. Foto: Ana Carolina Modinger

    O Riviera

    O térreo e sobrelojas possuíam instalações comerciais, na extremidade próxima à Rua da Consolação, na parede curva de tijolos de vidro estava o Bar Riviera, que ali ficou instalado por quase 60 anos e foi o Bar que conferiu visibilidade ao Edifício.

    Foto: Ubirajara Dettmar – 22.jan.1982/Folhapress

    Fundado em 1949, foi ponto de encontro de artistas e intelectuais como Toquinho, Chico Buarque e Elis Regina e de militância estudantil das décadas de 1970 e 1980.

    Foi em uma frequentadora do bar que o cartunista Angeli se inspirou para criar sua personagem Rê Bordosa..

    Nas tirinhas em que ela aparece no bar, há sempre a presença do garçom Juvenal que realmente trabalhou no bar por cera de 30 anos. Em 2006, o Riviera Bar fecha suas portas.

    Para a felicidade geral o Riviera reabriu quase 10 anos depois.

    O site do bar conta “em setembro de 2013, no mês em que se completam 64 anos de sua fundação, o Riviera reabre e retoma seu lugar na vida noturna de São Paulo. A longa escada hollywoodiana continua lá; a parede de tijolos de vidro, também; seu nome piscante na fachada, idem”.

    Foto: Mario Rodrigues

    O projeto do bar é do arquiteto Marcio Kogan, que preservou a parede curva de vidro que marcou o lugar e a caixilharia de vidro com vistas para a cidade de São Paulo. O ambiente que possui 300m² acomoda até 200 pessoas.

    É muito bacana quando reativamos nossa história, não é mesmo? Assim, também poderia acontecer com casarões da Avenida Paulista e o próprio Edifício Anchieta.

    Como chegar


    Contribua com a Série Avenida Paulista: se tiver uma foto antiga em que este casarão/edifício/local público apareça ou se conhecer alguém que possa fornecer mais informações sobre a residência ou edifício e pessoas relacionadas (família, amigos e outros), entre em contato com a gente. Muito obrigada!

    Tags:Edifícios

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    Autor: Luciana Cotrim

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    Postado em Edifícios | 3 Comentários | Marcado Antonio Pereira Ignácio, Edifício Anchieta, MM Roberto, Riviera, Rua da Consolação |

    3 thoughts on “Edifício Anchieta: o primeiro da Avenida Paulista”

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    • Pingback: ORIGENS DA CIDADE DE ALUMÍNIO: Quem foi Antonio Pereira Ignacio? | Visão X

    • Avatar de EDER JOSE STOCCO JUNIOR

      EDER JOSE STOCCO JUNIOR

      25 25America/Sao_Paulo abril 25America/Sao_Paulo 2023 às 20:25

      Morei nele muitos anos no apartamento 71 da minha avó materna e depois meu pai comprou o apto 43.
      Estudei no colégio São Luís que ficava no quarteirão seguinte da Av Paulista.
      Vi a desapropriação do jardim frontal e a construção pela empreiteira Beter do túnel por baixo da Consolação.
      Tenho uma vida nesse prédio.
      Andei de kart motorizado no play graund e na garagem dele, para a loucura do síndico na época.
      Vcs não mencionaram que ele foi o primeiro prédio de São Paulo a ter escadaria externa em alvenaria.
      E do terraço externo dos fundos dos apartamentos davam para a Av Consolação consolação e tive a infelicidade de ver a três eventos trágicos desse terraço:
      Incêndio do edifício Andraus e Joelma, fizeram um corredor de carros de bombeiros e ambulâncias para transportar os feridos e o terceiro foi minha avó atropelada por um táxi.
      Mas, só escoriações leves nela.
      Kkk
      Tenho muita história desse prédio..
      Nem sei exatamente quantos anos vivi lá, mas foram muitos e marcantes..

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    • Sobre

      A Série Avenida Paulista conta as histórias dos casarões e das famílias que moravam na avenida e, também, dos edifícios que foram  construídos em seus lugares.

      Escrita por Luciana Cotrim, a série conta a história de mais de 80 casarões do século XX e dos edifícios atuais.

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